fazParte.
“Na escrita tudo é possível… Só com ela consigo ser quem quero.”
Hear me
Pensei em me despedir mas cada palpitação no meu peito doeu. Sinto muito, as palavras não saíram. Antes disso, mapeei mentalmente cada centímetro do meu corpo sem o seu, a dor, a falta, a saudade. Quis fazer, mas o não dizer revelou uma dependência até então desconhecida. O medo me engoliu, por fim.
Me peguei arrependida por não proferir os bons sentimentos, as palavras, cores, sorrisos e o futuro que eu pintei em uma tela nova. A chuva na janela, a raiva por motivos banais, palavras passadas suas ressoando em minha mente. No final das contas só penso em uma coisa... O meu adeus não vai doer. Por mais reconfortante que seja saber o quando ficara bem, me dói imaginar que a corda quando arrebentar afetará apenas um dos lados.
"O ultimo romântico"
Moço, eu até pensei em dizer que você me ganhou pelo cansaço. Mas teve mais! Foram suas manias, suas chatices, sua falta de indiferença. Tudo novo de novo! Mas eu gosto, gosto do gosto, do cheiro, seu rosto... Você carrega em si algo familiar. Já procurei no modo de vestir, no modo de falar, no modo de agir, mas não encontrei. Sim, não foi decepcionante. Eu gosto desse familiar seu que não sei de onde vem. Mistérios me intrigam.
Pensei em resistir, não deu! Foram encantos que não saberei descrever. Jurei desistir, deixar de lado, mas foi pior pensar a respeito. E eu tenho medo de dizer coisas pequenas e fazer outras menores ainda, e não as faço. Cansei de promessas não cumpridas, noites perdidas e lágrimas no travesseiro.
Talvez a gente vá se cobrar demais um dia. Troque os planos que só eu fiz por uma briga boba. Deixe o futuro escrito nos meus rascunhos de lado. Não valorize a cada segundo o que esta tão perto... É essa parte frágil e tão facilmente quebrável que não quero expor... Só, fica mais um pouco.
Pensei em resistir, não deu! Foram encantos que não saberei descrever. Jurei desistir, deixar de lado, mas foi pior pensar a respeito. E eu tenho medo de dizer coisas pequenas e fazer outras menores ainda, e não as faço. Cansei de promessas não cumpridas, noites perdidas e lágrimas no travesseiro.
Talvez a gente vá se cobrar demais um dia. Troque os planos que só eu fiz por uma briga boba. Deixe o futuro escrito nos meus rascunhos de lado. Não valorize a cada segundo o que esta tão perto... É essa parte frágil e tão facilmente quebrável que não quero expor... Só, fica mais um pouco.
Mais positividade, por favor .
Permita-se sentir, sorrir, brincar. Permita-se sentir falta, chorar, deixar de querer. Permita-se sonhar, fazer planos, executa-los. Até onde der, onde puder, até onde quiser chegar. Voe... Sinta os pés no chão, queira mais um pouco. Pratique sorrisos, chore e aprenda. Permita-se não só viver, mas observar a estrada, preencher o vazio, dividir experiencias. Assim que vai ser, perder várias batalhas mas vencer a guerra. Deixe racionalidade de lado, vicie o lado emocional. Vai ter que ser agora, se permitir ser melhor pra você, para os outros e até para o invisível. Trabalhe apenas o que faz bem. Permita-se falar, aconselhar, não se pode esconder a essência. Pratique os bons atos que te fazem único e deixe de lado todo resto. Voe mais um pouco!
Brigas por nada
A única coisa boa das nossas discursões é a reconciliação. Porque a gente fica muito bem juntos. Quando cedemos pra dar certo, fazemos dar certo. Por vezes chateia, magoa, destrói aos poucos. Mas, só to cansada. Cansada de discutir, e ate de começar parte delas. Mas como evitar? Me ensina a nos margar menos, facilita meu lado. Ainda dói!
Pela metade.
É difícil acreditar que em pouco tempo tanta coisa se passou. O bastante pra bular o tempo de absorção, mas não ser ignorado. É o tipo de coisa que deixa marca. Diz pra mim que entrou no jogo. Que atribui as coisas a algo mais. Que quer fazer acontecer. Não deixa, não abandone. Prova que veio pra ficar, mostra que sabe a saída e mesmo assim a nega. É imprescindível e desconfortante trazer tantas vezes a porta da rua a publico. Mas o fazer parte do meu temor é ela estar sempre ligada a mim, por questões de proximidade. Acho! Eu vivo deixando as coisas pela metade. Fazendo planos e os perdendo de vista. Já memorizei ate o caminho. (...)
Need!
Às vezes eu fico a perguntar de onde vem essa vontade de você. Essa saudade do vão. Essa tristeza sem explicação! Vem aqui, me trás um novo sorriso, uma nossa aventura ou o desconforto de uma das nossas brigas. Mas trás, e vem com vontade. To assim, aqui, precisando de você. Só um pouco mais. Vem depressa, eu deixo me levar, quem sabe. Para um outro alento.
Bem, antes de dormir penso no cheiro, no calor, no próximo. Mas o sono não vem e os sonhos são desprovidos de sua imagem. E nesse vai e vem do dia a dia eu pareço andar na contra mão. Tantas pessoas e nenhuma me satisfaz de uma maneira em particular. A espera me come aos poucos e a saudade consome o que resta. O tempo brinca com minha agonia e me prova o quanto pode ser devagar à determinadas circunstancias.
Eu gosto do gosto da saudade que me faz saborear as lembranças. Só a ausência que é incomoda.
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