Pela metade.
É difícil acreditar que em pouco tempo tanta coisa se passou. O bastante pra bular o tempo de absorção, mas não ser ignorado. É o tipo de coisa que deixa marca. Diz pra mim que entrou no jogo. Que atribui as coisas a algo mais. Que quer fazer acontecer. Não deixa, não abandone. Prova que veio pra ficar, mostra que sabe a saída e mesmo assim a nega. É imprescindível e desconfortante trazer tantas vezes a porta da rua a publico. Mas o fazer parte do meu temor é ela estar sempre ligada a mim, por questões de proximidade. Acho! Eu vivo deixando as coisas pela metade. Fazendo planos e os perdendo de vista. Já memorizei ate o caminho. (...)
Need!
Às vezes eu fico a perguntar de onde vem essa vontade de você. Essa saudade do vão. Essa tristeza sem explicação! Vem aqui, me trás um novo sorriso, uma nossa aventura ou o desconforto de uma das nossas brigas. Mas trás, e vem com vontade. To assim, aqui, precisando de você. Só um pouco mais. Vem depressa, eu deixo me levar, quem sabe. Para um outro alento.
Bem, antes de dormir penso no cheiro, no calor, no próximo. Mas o sono não vem e os sonhos são desprovidos de sua imagem. E nesse vai e vem do dia a dia eu pareço andar na contra mão. Tantas pessoas e nenhuma me satisfaz de uma maneira em particular. A espera me come aos poucos e a saudade consome o que resta. O tempo brinca com minha agonia e me prova o quanto pode ser devagar à determinadas circunstancias.
Eu gosto do gosto da saudade que me faz saborear as lembranças. Só a ausência que é incomoda.
GANHEI em 31 de maio de 2012 *-*
Carta para você que está chegando
Eu preciso te contar dos que estiveram aqui antes de você. Antes de qualquer coisa. Eu preciso falar sobre as cicatrizes, os tombos e os cacos que ainda tentam se juntar. Você está chegando agora, é novo no jogo, ainda não sabe os atalhos para fugir.
Tô aqui para te dar as dicas, porque eu quero mesmo que você vença as minhas batalhas. Porque quero que você chegue, abra a porta e se sinta em casa. De visitas, tô cheia. Agora, eu quero alguém para ficar.
Já aviso que sou difícil. Cheia de cascas e camadas protetoras. Com o passar dos anos, construí meia dúzia de muros à minha volta. Mas não desista de mim. Dê voltas e me encontre. Entre os tijolos, escondem-se portas e janelas abertas para você entrar. Por trás da autossuficiência aparente, tem alguém disposta a amar de novo e de novo e de novo, até, finalmente, acertar. E o que eu mais quero é acertar com você.
Me ensina também. Sei que por trás desse sorriso de quem não leva a vida a sério tem as suas próprias decepções. Me fala daquela última garota que quebrou seu coração. Me mostra suas feridas, me diz aonde não devo errar. Eu juro – eu juro – que a última coisa que eu vou querer é te magoar. (Mas talvez, sem querer, eu te magoe)
Saiba que eu também já errei. Algumas vezes partiram meu coração, outras, fui eu que quebrei corações alheios. Eu não sou perfeita. E eu vou falhar. Vou gritar, dizer para você ir embora, falar que nunca deveria ter chegado. Talvez, a gente supere a nossa falta de jeito para o amor e consiga aprender a amar um com o outro. Talvez, a gente acabe com o mesmo fim de todas as minhas outras histórias mal acabadas, cheias de vazios e sem sorrisos.
Mas eu queria dizer, enquanto você ainda está na porta, que eu estou disposta. Eu tô largando tudo para tentar com você: meus medos, meus segredos, meus receios. Tô tirando a armadura porque quem foge do amor o tempo todo só tenta se enganar. No fim, eu só tô dizendo que amar você é quase como pular do precipício. Mas, por você, eu pulo. Eu pulo.
- Karine Rosa
Já aviso que sou difícil. Cheia de cascas e camadas protetoras. Com o passar dos anos, construí meia dúzia de muros à minha volta. Mas não desista de mim. Dê voltas e me encontre. Entre os tijolos, escondem-se portas e janelas abertas para você entrar. Por trás da autossuficiência aparente, tem alguém disposta a amar de novo e de novo e de novo, até, finalmente, acertar. E o que eu mais quero é acertar com você.
Me ensina também. Sei que por trás desse sorriso de quem não leva a vida a sério tem as suas próprias decepções. Me fala daquela última garota que quebrou seu coração. Me mostra suas feridas, me diz aonde não devo errar. Eu juro – eu juro – que a última coisa que eu vou querer é te magoar. (Mas talvez, sem querer, eu te magoe)
Saiba que eu também já errei. Algumas vezes partiram meu coração, outras, fui eu que quebrei corações alheios. Eu não sou perfeita. E eu vou falhar. Vou gritar, dizer para você ir embora, falar que nunca deveria ter chegado. Talvez, a gente supere a nossa falta de jeito para o amor e consiga aprender a amar um com o outro. Talvez, a gente acabe com o mesmo fim de todas as minhas outras histórias mal acabadas, cheias de vazios e sem sorrisos.
Mas eu queria dizer, enquanto você ainda está na porta, que eu estou disposta. Eu tô largando tudo para tentar com você: meus medos, meus segredos, meus receios. Tô tirando a armadura porque quem foge do amor o tempo todo só tenta se enganar. No fim, eu só tô dizendo que amar você é quase como pular do precipício. Mas, por você, eu pulo. Eu pulo.
- Karine Rosa
Ao meu Xú .
"O cupido é um cara sábio, mostra, do jeitinho dele, o que precisamos aprender em cada época da vida."
Cheiro de café, cama quente e sono bom descrevem o já familiar. Sabe, eu tenho medo que as coisas terminem mal. Eu gosto do que é real em você! O riso fácil, suas expressões de bravo, seu queixo partido. Odeio quando não me liga, nem escreve, mas creio que você goste de compensar nas pequenas surpresas que me faz. Guardo em segredo detalhes bobos que talvez não permaneça em sua memoria, como sua mão quente em minha barriga ou aquele "vou fazer o possível pra não te machucar" soado numa madrugada para consolo de algumas lágrimas desesperadas. Vejo em você aquelas velhas nuvens brancas que faltavam como manchas no meu imenso céu azul. O imperfeito mais que perfeito. Certo pra mim. Cheio do muito que não me agrada e que me faz tão bem.
Cheiro de café, cama quente e sono bom descrevem o já familiar. Sabe, eu tenho medo que as coisas terminem mal. Eu gosto do que é real em você! O riso fácil, suas expressões de bravo, seu queixo partido. Odeio quando não me liga, nem escreve, mas creio que você goste de compensar nas pequenas surpresas que me faz. Guardo em segredo detalhes bobos que talvez não permaneça em sua memoria, como sua mão quente em minha barriga ou aquele "vou fazer o possível pra não te machucar" soado numa madrugada para consolo de algumas lágrimas desesperadas. Vejo em você aquelas velhas nuvens brancas que faltavam como manchas no meu imenso céu azul. O imperfeito mais que perfeito. Certo pra mim. Cheio do muito que não me agrada e que me faz tão bem.
Na hora da raiva se cala, mas fere muito mais com atitudes
insanas. É engraçado você ser tanto e mesmo assim me contrariar. Com suas
comparações. Suspeitas vindas de um passado mal escrito. Promessas não
cumpridas. Sua fala mansa compensa aquele eterno mau gosto musical. Seu corpo
quente me faz esquecer suas provocações. E assim o lado bom vai se sobrepondo
ao ruim. Fico grata por isso acontecer com frequência, porem tudo tem limites. Eu
preciso de sinceridade, de responsabilidade, do que é seguro. Eu quero o
respeito, o aconchego e quem sabe uma dança no canto escuro do seu quarto. Tem
coisas que não tenho o direito de cobrar e mesmo assim vem crescendo minha
lista junto com planos secretos já escritos num velho caderno escondido na
estante.Você me ensinou onde o medo nós leva. Soltou a
trava de segurança e quebrou o freio. E quando eu fico perdida, sem ter alguém
pra conversar, eu sinto falta da sua amizade.
Então, noite adentro eu me perco nas palavras desprovidas de sentido para explicar como sucumbi à loucura. Fecho os olhos e volto ao momento em que tudo começou! Uma velha questão martiriza meus pensamentos. São tantas duvidas e poucas respostas. Resolvi abandona-las. Uma coisa é certa, aquilo que acelera as batidas dentro do meu corpo, é nobre. Que façamos bom uso do que nós foi concedido.
Então, noite adentro eu me perco nas palavras desprovidas de sentido para explicar como sucumbi à loucura. Fecho os olhos e volto ao momento em que tudo começou! Uma velha questão martiriza meus pensamentos. São tantas duvidas e poucas respostas. Resolvi abandona-las. Uma coisa é certa, aquilo que acelera as batidas dentro do meu corpo, é nobre. Que façamos bom uso do que nós foi concedido.
21:44
"Certa vez me disseram que eu era boa demais para você.
Colocaram meu amor a leilão e apostaram que logo apareceria alguém melhor. Um
cara que realmente se importasse ao invés de alguém que fica semanas sem
telefonar e manda uma mensagem no meio da madrugada, dias depois do último
encontro, dizendo que está com saudade. Como se essa palavra fosse a senha do
meu coração. (...) Essa é a última vez. Antes de me despedir e apertar o botão
sem volta, que leva estas palavras até você, aviso. Eu não quero te consertar.
Nunca quis. Quero é provar que podemos ser exatamente assim, cheios de defeitos
e sem nenhuma garantia. Invisíveis para o resto mundo, mas o suficiente um para
o outro."
▬
Bruna Vieira
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