“E de repente o mundo inteiro cabe em um abraço, dorme no
mesmo espaço e carrega no rosto a barba de semana passada. De repente eu perco
o rumo, descanso os olhos e abrigo meus medos em um sorriso, em um abismo, que
grita em silêncio os distúrbios e vantagens causados por um pulo meu. De
repente eu sucumbo a loucura, abandono a razão, encho de companhia essa minha
solidão e alivio. De repente eu consigo ver de longe, quase que embaçado ainda,
alguém desatando meus nós, me reduzindo ao pó, e me montando novamente. De
repente eu vejo você, moço, brincando com as minhas manias e guardando a nossa
saudade na gaveta da sala.” N.B.

Nenhum comentário:
Postar um comentário